O vereador Sidnei Telles (Podemos) desistiu de disputar uma das 30 vagas do Paraná na Câmara dos Deputados nas eleições do dia 4 de outubro. Caso mantivesse a candidatura, ele seria o sexto vereador de Maringá na disputa eleitoral deste ano.
Permanecem como pré-candidatos as vereadoras Professora Ana Lúcia, que vai concorrer a deputada federal pelo (PDT), e Giselli Bianchini, que, pelo PL, vai disputar uma das 54 cadeiras da Assembleia Legislativa, assim como os vereadores Flávio Mantovani (PSD), Lemuel Salvado Vidas (PDT) e Mario Verri (PT).
Em entrevista, Sidnei Telles afirmou que a decisão foi tomada após uma análise do cenário político e das necessidades do município. Segundo ele, a mudança na direção do Podemos dificultou a formação das alianças necessárias para uma candidatura competitiva.
“O grupo pelo qual fui eleito foi substituído após mudanças na direção nacional do partido. Acabei assumindo a presidência do Podemos em Maringá, mas todo esse processo dificultou a construção das alianças e a avaliação das condições para fazer uma boa eleição e exercer um bom mandato”, afirmou.
Além das questões partidárias, o vereador disse que pesou na decisão o momento vivido por Maringá. Para ele, a cidade atravessa uma fase de transição administrativa que exige atenção do Legislativo.
Sidnei Telles afirmou que sua atuação está ligada às áreas de planejamento urbano e desenvolvimento técnico da cidade e que considera mais importante permanecer na Câmara para acompanhar esses projetos e representar os eleitores.
“Olhei para a realidade da minha cidade. Estamos vivendo um momento importante de implantação de uma nova visão administrativa e esses projetos têm relação direta com a minha área de atuação. Entendi que era fundamental permanecer na Câmara dando atenção à cidade de Maringá”, disse.

Relação com o partido
O vereador negou que sua desistência tenha sido motivada por desentendimentos internos no Podemos. No entanto, reconheceu que existem diferentes posicionamentos dentro da legenda em relação ao apoio ao Governo do Paraná.
Segundo Sidnei Telles, sua trajetória na gestão estadual também influenciou a decisão. Ele lembrou que foi diretor na administração do governador Ratinho Junior após deixar o mandato de deputado estadual e afirmou que seria desconfortável integrar um grupo de oposição ao candidato apoiado pelo governador.
“Não houve desentendimento. Mas o partido vive uma divisão sobre os apoios ao Governo do Estado. Eu fui diretor do governador Ratinho Junior e considerei que seria muito constrangedor ter que fazer oposição ao candidato indicado por ele”, afirmou.