Faltando 20 dias para o 1º turno das eleições gerais de 2026, encerrou-se o prazo para julgamento e substituições de candidaturas na Justiça Eleitoral. Com isso, o Paraná deve ter neste ano o menor número de candidatos concorrendo para governador, senador, deputado federal e deputado estadual desde 2010. São 977 candidaturas já confirmadas, enquanto 23 aguardavam julgamento. Além disso, 51 nomes tiveram seus registros indeferidos, mas apresentaram recurso e ainda tentavam reverter esse indeferimento da candidatura no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR).
Com isso, o Paraná terá menos de 1.050 candidatos concorrendo em 2026. Isso significa que o estado pode ter sua eleição com menos concorrentes desde 2010, quando houve 842 candidaturas aptas no estado. Em 2014 já foram 1.042; em 2018, 1.178; e em 2022, 1.471.
O balanço mais recente do Tribunal Superior Eleitora (TSE), que saiu no começo da noite desta segunda-feira (14 de setembro), aponta que se registrou 1.087 candidaturas no Paraná. Dessas, 977 estão deferidas e outras 23 ainda aparecem como pendentes de julgamento. Além disso, 31 candidatos renunciaram a suas candidaturas e 56 acabaram indeferidas, mas 51 delas ainda aguardavam julgamento de recurso na Corte eleitoral.
Ou seja, as eleições de 2026 no Paraná devem ter entre 975 e 1.051 candidatos. A expectativa, no entanto, é que pouco mais de mil candidaturas fiquem de pé depois do julgamento final de todos os pedidos de registro de candidaturas e os pedidos de substituição de candidatas ou de candidatos no TRE-PR.
Sete candidatos ao Governo e oito concorrentes ao Senado
O Paraná deve ter sete candidatos a governador nas urnas no dia 4 de outubro, além de oito candidatos a senador. Isso porque as candidaturas do PCO (Partido da Causa Operária) acabaram indeferidas, todas pelo mesmo motivo: o indeferimento do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) da legenda. Com isso, obstou-se o deferimento de todas as candidaturas individuais a ele vinculadas – o que fez cair uma candidatura ao governo do Estado, uma ao Senado, duas para a Câmara dos Deputados e outras duas para a Assembleia Legislativa.
Além das candidaturas majoritárias, o Paraná também deve ter pouco mais de 400 candidatos a deputado federal e menos de 600 nomes concorrendo para deputado estadual.
Ou seja, serão sete candidatos concorrendo para uma vaga de governador (e mais sete concorrendo para uma vaga de vice-governador); oito candidatos disputando duas cadeiras no Senado (cada um com um candidato a 1º suplente e outro candidato a 2º suplente); pouco mais de 400 candidatos para 30 vagas na Câmara dos Deputados; e menos de 600 nomes concorrendo para 54 vagas na Assembleia Legislativa.
Quem são os candidatos a governador e senador no Paraná?
Com o indeferimento das candidaturas do PCO, os sete candidatos a governador no Paraná na eleição deste ano. São eles:
Alexandre Salomão (Mobiliza);
Luiz França (Missão);
Requião Filho (PDT);
Samuel de Mattos (PSTU);
Sandro Alex (PSD);
Sergio Moro (PL);
e Tayná Miessa (UP).
Já no Senado, os nomes que seguem na disputa são:
Alexandre Curi (Republicanos);
Cristina Graeml (PSD);
Deltan Dallagnol (NOVO);
Dr. Rosinha (PT);
Filipe Barros (PL);
Gleisi Hoffmann (PT);
Joaquim do MLB (UP);
e Karen Guerreiro (Missão).
Deltan Dallagnol, inclusive, é por ora o único nome cuja candidatura aparece como “deferida com recurso”. A decisão do TRE-PR que permitiu sua candidatura saiu no último dia 8, numa votação apertada por 4 votos a 3. O caso, porém, já chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que dará a palavra final sobre o caso. Isso, no entanto, só deve acontecer após as eleições de outubro. Assim, se Dallagnol acabar eleito, mas depois for declarado inelegível, o Paraná terá uma eleição suplementar para o Senado.
Eleição no Paraná pode ter o menor número de candidatos desde 2010