O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Floriano de Azevedo Marques cassou o registro do candidato ao Senado paranaense Deltan Dallagnol (Novo-PR) na noite deste sábado (3), atendendo ao recurso da Federação Brasil da Esperança do Paraná (PT, PCdoB e PV) e da coligação “Paraná para Todos”. A defesa de Dallagnol afirma que deve entrar com um recurso para reverter a decisão monocrática.

O relator do processo — que já havia suspendido a campanha de Dallagnol — declarou a nulidade dos votos atribuídos ao candidato do Novo nas eleições deste domingo (4) e determinou a comunicação ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia deferido a candidatura do ex-procurador da Lava Jato.

"A validade dos votos atribuídos a candidato sub judice depende do deferimento do registro de candidatura por Tribunal Superior. Assim, uma vez indeferido o registro de candidatura, ainda que por decisão monocrática [...] são nulos para todos os efeitos os votos atribuídos à chapa majoritária", declara Azevedo Marques na decisão.

No entanto, o registro de candidatura ainda precisa ser avaliado pelo plenário da Corte Superior, composto por outros seis ministros, além do relator do processo. "Os advogados de Deltan já estão trabalhando em todas as medidas cabíveis e confiam na reversão da decisão", informa a campanha do Novo.

Segundo a nota da sigla, Dallagnol repudia a decisão individual do ministro do TSE na véspera da eleição e lembra que o nome dele permanece nas urnas no primeiro turno das eleições neste domingo.

“Essa é a maior violência eleitoral da história do Brasil. O que eles querem é eleger a Gleisi (PT), mas nós não vamos deixar. O ministro Floriano Marques, escolhido por Lula e amigo do Alexandre de Moraes, indeferiu sozinho minha candidatura a quatro horas do dia da eleição, tomando uma decisão que só poderia ser tomada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral", declara o candidato.

Neste sábado, a ofensiva contra Dallagnol teve outra frente no Supremo Tribunal Federal (STF). Um pedido avulso foi protocolado pelo deputado federal Zeca Dirceu (PT) em um processo em curso sob relatoria de Gilmar Mendes. No requerimento direcionado ao decano, o petista pedia que os votos de Dallagnol fossem declarados nulos neste domingo.