O Paraná encerrou agosto de 2026 com R$ 27,6 bilhões em disponibilidade de caixa, o terceiro maior volume entre os estados brasileiros, atrás de São Paulo, com R$ 69,5 bilhões, e Minas Gerais, com R$ 39,5 bilhões. Os dados foram apresentados nesta semana, durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), e integram a prestação de contas do segundo quadrimestre. O resultado também compõe o cenário fiscal que será recebido pelo governador eleito Sergio Moro (PL), que assumirá em janeiro de 2027.
Nas redes sociais, o governador Ratinho Junior (PSD) destacou o desempenho das contas estaduais e atribuiu o resultado à condução da administração. “O 3º maior caixa do Brasil! São R$ 27,6 bilhões, resultado de uma gestão que trata o dinheiro público com responsabilidade e respeito. Estamos deixando o Paraná com as contas em dia e em plenas condições de continuar avançando!”, publicou.
Disponibilidade de caixa e obrigações
O montante, porém, exige uma distinção: disponibilidade de caixa não significa que todo o dinheiro esteja livre para novos gastos. Para avaliar a margem financeira do Estado, é necessário considerar as obrigações assumidas, os restos a pagar de exercícios anteriores e a vinculação dos recursos a finalidades específicas. A disponibilidade bruta e a líquida, calculada após a dedução das obrigações financeiras, são indicadores diferentes.
Durante a apresentação do relatório, o secretário da Fazenda em exercício, Luiz Paulo Budal, atribuiu os resultados ao planejamento fiscal dos últimos anos. Segundo ele, a manutenção de recursos permite honrar compromissos e sustentar investimentos. As condições financeiras para 2027, entretanto, dependerão também do fechamento das contas de 2026.
Investimentos
Além do caixa bilionário, o relatório aponta crescimento dos investimentos estaduais. Até agosto, o Paraná havia empenhado R$ 7,6 bilhões, aumento nominal de 73,4% em relação ao mesmo período de 2025. As receitas totais chegaram a R$ 54,5 bilhões, alta nominal de 4,4% na comparação anual.
Na saúde, os valores empenhados somaram R$ 5,2 bilhões, equivalentes a 13,28% da receita líquida de impostos, acima do mínimo constitucional de 12%. Na educação, a aplicação alcançou 33,95%, também superior ao mínimo de 30% previsto na Constituição Estadual.
Questionamentos e compromissos futuros
Apesar dos números, a disponibilidade de recursos para a próxima gestão foi tema de questionamentos durante a audiência. Os deputados cobraram esclarecimentos sobre a execução de convênios, a continuidade de obras e os compromissos financeiros que precisarão ser honrados nos próximos anos.
Paraná chega à transição com o terceiro maior caixa do país